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Depoimento de Telma Issa de Freitas

Há cinco anos, a mãe pela diversidade de Porto Belo, Santa Catarina, Telma Issa de Freitas, decidiu se antecipar às fofocas dos conhecidos que, ela sabia, iriam acontecer depois que o filho passasse a se apresentar como a drag queen Maldita Hammer. Ela e o filho – hoje, filha – publicaram uma foto nas redes sociais em que deixavam claras duas coisas: sim, ele se montava e sim, ela apoiava.

“Gosto de cortar o mal pela raiz. Vou publicar essa foto logo no Facebook e aí acaba com todo comentário, toda pergunta”, lembra Telma. “Nessas horas, gosto mesmo do enfrentamento: sim, ele se monta como drag e está tudo bem.” Telma lembra que as pessoas têm muito preconceito em relação ao universo das drag queens, associando-o à prostituição.

A estratégia tem ajudado Telma a lidar com a opinião alheia desde que sua filha, aos 12 anos, então um menino, se declarou gay. Jovem adulto, com pouco mais de 25 anos, ele passou a se vestir de drag e fazer shows. Recentemente, o filho de Telma se revelou uma mulher trans. “Tivemos três etapas de mudanças. Para evitar conversinhas, eu sempre deixei muito bem claro que eu amava e apoiava meu filho gay e drag. Da mesma maneira, que eu amo e apoio minha filha trans.”

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