A ORGANIZAÇÃO
O amor nos move!

A Associação Mães pela Diversidade é uma Organização da Sociedade Civil que atua em território nacional e apoia mães, pais e responsáveis por pessoas LGBTQIA+ para que eles sejam capazes de entender e apoiar filhas, filhes e filhos.
Nossa proposta
Acolher, informar e defender.
Missão
Acolher mães e pais para que eles possam apoiar e respeitar filhas, filhes e filhos LGBTQIA+.
Objetivos
Atuar para diminuir conflitos entre famílias e pessoas LGBTQIA+.
Defender filhas, filhes e filhos e seus direitos.
Proteger crianças e jovens LGBTQIA+ da exclusão e da violência.
Apoiar a rede de mães, principalmente as mais vulneráveis.
BUSCAR O CUMPRIMENTO DOS DIREITOS DAS PESSOAS LGBTQIA+ NÃO É BUSCAR PRIVILÉGIOS: QUEREMOS DIREITOS IGUAIS, NÃO DIREITOS ACIMA DOS DEMAIS. LGBTFOBIA É CRIME E DEVE SER DENUNCIADA.
Crenças
Não é escolha ou opção ser hetero ou LGBTQIA+, ser cisgênero ou transgênero. As pessoas são o que são; ser LGBTQIA+ não é errado.
Tratamentos para “cura gay” devem ser denunciados, porque não existe cura para o que não é doença. Filhas, filhes e filhos não precisam ser “aceitos”, precisam ser respeitados, acolhidos e protegidos.
Mães não são culpadas por terem filhas, filhes e filhos LGBTQIA+. Mães e pais não precisam prestar contas a amigos ou familiares sobre a identidade de gênero e a orientação sexual dos filhes.
Buscar o cumprimento dos direitos das pessoas LGBTQIA+ não é buscar privilégios: queremos direitos iguais, não direitos acima dos demais. LGBTfobia é crime e deve ser denunciada.
Devemos lutar para que os direitos que protegem a comunidade LGBTQIA+ sejam garantidos pelo Parlamento brasileiro. Pessoas transgênero podem escolher o banheiro com que se identificam, inclusive nas escolas.
Leis contra o uso da linguagem neutra devem ser combatidas. Educadores, escolas, repartições públicas e profissionais de saúde têm a obrigação de garantir um ambiente respeitoso e acolhedor para crianças, adolescentes e adultos LGBTQIA+ e, quando isso não acontecer, temos todo o direito de protestar.
Juntos, somos mais fortes. Diversos e plurais, somos mais estratégicos; inclusivos, somos mais amorosos.
Princípios
- Somos antiracistas e antimachistas.
- Não ocupamos o lugar de filhes, que são os verdadeiros protagonistas.
- Não nos envolvemos com partidos políticos, mas apoiamos candidaturas que defendam a população LGBTQIA+.
- Abraçamos pessoas de todas as vertentes políticas, religiosas e não religiosas.
- Não julgamos as mães que ainda não compreendem o universo LGBTQIA+.
- Esperamos o tempo de cada uma.
- Acreditamos no diálogo como forma de transformar a sociedade.
Nossa Estratégia
Provocar mudanças por meio do amor, da indignação e do diálogo
Atuamos de forma colaborativa, com núcleos em todo o país, combinando escuta, formação e incidência política. Nosso trabalho se apoia em cinco pilares:
1 - Apoio familiar e terapêutico
2 - Formação e letramento social
3 - Incidência e advocacy
4 - Comunicação e educação para diversidade
5 - Mobilização cultural

Governança
Nossa estrutura é formada por uma diretoria nacional, eleita a cada quatro anos, coordenadoras estaduais voluntárias e grupos técnicos em áreas como Psicologia, Comunicação, Projetos, Educação e Letramento Racial. Trabalhamos de forma ética, transparente e em rede, com o compromisso de garantir acolhimento e representatividade em todo o Brasil.
Ao final do ano de 2024, iniciamos também um novo ciclo de gestão. Em novembro, realizamos eleições para a renovação do nosso conselho diretor, em um processo democrático que marcou mais uma etapa em direção ao modelo de governança que deve permitir o crescimento da OSC e a profissionalização do quadro gestor, até então formado por pessoas voluntárias.
A transição, que envolveu fundadoras e novas lideranças, foi fruto de consenso. Maju Giorgi, que liderou a entidade até 2024, continua inspirando as novas diretoras como presidente de honra. A nova direção se comprometeu a dar continuidade ao legado das pessoas fundadoras, além de implantar uma visão estratégica para trazer crescimento sustentável à OSC.
Nossa História
Criada inicialmente como um coletivo em 2014, a entidade surgiu a partir da mobilização de mães que decidiram unir forças a partir da preocupação com a violência, a discriminação e a exclusão enfrentadas por lésbicas, gays, bissexuais, trans, travestis, pessoas intersexo, assexuais e demais identidades e orientações. As mães fundadoras foram Maju Giorgi, Angela Moysés, Clarice Cruz, Daisy Eastwood, Kitty Holanda, Maria Cristina Talone, Marise Félix e Sônia Seixas, que se inspiraram no programa de acolhimento GPH – Associação Brasileira de Pais e Mães de Homossexuais, de Edith Modesto. Participou da criação do coletivo o ativista em direitos humanos Luis Arruda.
A missão das Mães à época da criação era acolher familiares (em especial mães) para que eles pudessem apoiar entender suas filhas, filhes e filhos e, em consequência, reduzir conflitos familiares. Desde então, o movimento cresceu e se estruturou, alcançando atuação nacional, com núcleos presentes em diversos estados brasileiros. Hoje, as Mães também têm como objetivos provocar mudanças sociais e incidir politicamente a partir das seguintes ações:
- redução da violência doméstica contra crianças e adolescentes LGBTQIA+.
- defesa e promoção de direitos da população LGBTQIA+, por meio de ações de advocacy e articulação com gestores públicos e entidades do Judiciário e do Parlamento.
- sensibilização e formação de profissionais das áreas de Educação, Saúde, Direito e Segurança a fim de contribuir para a criação de ambientes mais inclusivos e respeitosos;
- campanhas de conscientização que visam ampliar o diálogo social, combater estigmas e promover representatividade positiva;
- promoção da diversidade por meio de atividades culturais.
- compartilhamento de histórias e vivências reais, que humanizam as pautas LGBTQIA+ e ajudam a transformar olhares e corações por meio de depoimentos de mães, pais e familiares – nas redes sociais, em empresas e outras entidades da sociedade civil.
